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A história do manager de futebol no Brasil — e o capítulo que o RetroFoot escreve agora

No Brasil, quem gosta de futebol e de mexer com números tem uma história em comum: em algum momento sentou na frente de uma tela para ser o técnico, e não o jogador. Essa história tem nomes conhecidos — Elifoot, Brasfoot — e um capítulo que está sendo escrito agora, no navegador.

Antes de tudo: o gênero de quem prefere o banco ao gramado

No fim dos anos 80, quase todo videogame de futebol era sobre jogar a bola — chutar, driblar, defender. Mas existia uma turma que curtia o outro lado: montar o elenco, escolher a tática, decidir quem compra, quem vende, quem entra em campo. É o gênero manager, e foi no Brasil que ele criou raiz mais funda.

1987: um Spectrum, umas cassetes e um piloto de avião

O Elifoot foi criado pelo português André Elias — programador e, curiosamente, piloto de avião. A primeira versão nasceu em 1987, no ZX Spectrum, e era literalmente uma brincadeira distribuída entre amigos em fitas cassete. O foco não era finta nem golaço: era liderança, escolha de plantel, tática, decisão. A essência do técnico.

Dois anos depois veio o "Elifoot II" — que era pra ter sido o fim da linha. André ia focar nos estudos e deixar os jogos de lado.

1996: a faixa do Palmeiras que mudou tudo

Passaram-se anos. Em 1996, numa busca rápida pela internet, André Elias resolveu ver o que tinha acontecido com aquele joguinho antigo. Descobriu que o Elifoot continuava vivo — e tinha explodido no Brasil. O estalo veio ao ver, num jogo do Brasileirão, uma faixa da torcida do Palmeiras com os dizeres: "Palmeiras campeão só no Elifoot".

Foi o empurrão que faltava. Em 1998 saiu a primeira versão paga, para baixar da internet — e foi a partir dali que o jogo virou fenômeno nacional. Desde então, o Brasil é a maior comunidade de manager do mundo.

A outra escola: o Brasfoot

O Brasfoot chegou depois e fundou a segunda escola brasileira do gênero — a da coleção. Se o Elifoot ficou conhecido pela simplicidade e pela partida rápida, o Brasfoot ficou conhecido pela quantidade: muitas ligas, muitos elencos, temporadas novas a cada ano e uma comunidade de patches que mantém os plantéis em dia por conta própria. São feitios diferentes de amar a mesma coisa, e cada um formou a sua geração. Quem quiser a comparação lado a lado, ela está em Elifoot vs Brasfoot.

Por que essa escola marcou tanto

O Elifoot ganhou o apelido de "pai dos managers": leve, direto, fácil de entender e — detalhe decisivo — com suporte a vários jogadores. Você e os amigos, cada um com seu time, brigando pelo título. Só que, na época, "vários jogadores" quase sempre queria dizer o mesmo PC, passando o teclado de mão em mão. A resenha era ótima, mas cabia numa sala só.

O que segurava não era a ideia — era a tecnologia

Pensa no que era jogar naquele tempo: baixar, instalar no Windows, digitar registro e senha, elencos que envelheciam, um computador só. A ideia estava certa desde 1987. O que faltava era a internet que a gente tem hoje.

2026: o RetroFoot pega essa escola e leva para o navegador

O RetroFoot é um jogo próprio, escrito do zero — não é uma versão do Elifoot nem do Brasfoot, e não pretende substituir nenhum dos dois. O que ele herda é a escola: a do técnico raiz, da decisão que pesa, da resenha com os amigos. E o que ele acrescenta é tudo aquilo que os anos 90 não permitiam.

Começa pelo mais simples: abre no navegador. Sem baixar, sem instalar, sem registro e senha em papel. No computador ou no celular, e o save fica na nuvem — dá para começar no PC e continuar no ônibus.

A tela do seu clube: escalação no campo, banco, próximo jogo e o caixa — tudo à vista
A tela do seu clube: escalação no campo, banco, próximo jogo e o caixa — tudo à vista

A resenha deixou de caber numa sala só

O Modo Resenha é o multiplayer online: você abre uma sala, chama a turma (até 10 treinadores), e o sorteio distribui os clubes com todo mundo assistindo — ninguém escolhe time. Dali em diante cada um comanda o seu do próprio aparelho, e a rodada só fecha quando todos jogarem. É a mesma resenha de sempre, sem o teclado passando de mão em mão. Tem uma página só sobre isso: jogar com os amigos.

A sala do Modo Resenha enchendo — cada treinador no seu aparelho
A sala do Modo Resenha enchendo — cada treinador no seu aparelho

A carreira passou a ter memória

Essa é a parte que a tecnologia antiga não tinha como dar. No RetroFoot o treinador é um personagem que atravessa temporadas: acumula pontos de carreira, guarda cada taça na sala de troféus, recebe sondagens de outros clubes quando vai bem, e aparece no ranking de treinadores — onde o peso de cada título é o peso real da competição. Uma Libertadores conta bem acima de um acesso na Série D, e é isso que separa quem ganhou de quem só somou.

O ranking de treinadores: pontos de carreira somados ao peso real de cada título
O ranking de treinadores: pontos de carreira somados ao peso real de cada título

E o clube inteiro veio junto

Não é só escalar e jogar. O RetroFoot põe na sua mão as decisões que o técnico brasileiro conhece de cor:

Ampliar o estádio é decisão de caixa: mais bilheteria depois, menos dinheiro agora
Ampliar o estádio é decisão de caixa: mais bilheteria depois, menos dinheiro agora

E a partida continua sendo o melhor momento

A rodada roda ao vivo, minuto a minuto: o placar anda, o público reage, entra lesão, sai expulso, o pênalti para tudo e você escolhe o batedor. Se der empate em mata-mata, a disputa de pênaltis é uma a uma. É o pedaço do jogo que não mudou de essência desde 1987 — só ganhou tela.

A rodada ao vivo: o placar andando, o público e os lances acontecendo
A rodada ao vivo: o placar andando, o público e os lances acontecendo

Os clássicos seguem vivos — e é bom que sigam

Nada disso existe contra o Elifoot ou contra o Brasfoot. Os dois abriram o caminho, formaram a comunidade e continuam tendo os seus donos, os seus jogadores e as suas versões. O RetroFoot é o que a gente conseguiu fazer com a internet de hoje a partir daquilo que eles ensinaram. Os sites oficiais dos dois estão aqui embaixo, e vale a visita.

Se bateu a vontade de escalar um time agora: o RetroFoot abre no navegador e é de graça. Comece a sua carreira de treinador — ou veja antes como jogar sem instalar nada e o que é o jogo de treinador por dentro.

Os clássicos do gênero

Os sites oficiais de cada jogo citado — vale conhecer cada um na fonte.

Perguntas frequentes

O que é o RetroFoot?

É um jogo de treinador de futebol que roda no navegador, de graça: você comanda um clube brasileiro da Série A à Série D, escala, negocia no mercado, cuida do caixa e do estádio, e disputa liga, Copa do Brasil e as continentais. Dá para jogar no Modo Solo, contra a máquina, ou no Modo Resenha, com a sua turma — cada um no seu aparelho. Abra e comece.

O RetroFoot é o Elifoot?

Não. O RetroFoot é um jogo próprio, escrito do zero, sem ligação com o Elifoot nem com o Brasfoot. O que ele tem em comum com eles é a escola: o prazer de ser o técnico, decidir e resenhar. O Elifoot segue com o criador dele, e o Brasfoot com o dele — os dois links estão logo abaixo.

Quem criou o Elifoot?

O português André Elias, programador (e piloto de avião), que lançou a primeira versão em 1987 no ZX Spectrum e seguiu atualizando o jogo por décadas.

Em que ano o Elifoot foi lançado?

A primeira versão é de 1987. O "Elifoot II" saiu em 1989, e a explosão no Brasil veio a partir de 1998, quando o jogo ganhou clubes e elencos brasileiros.

O Elifoot acabou?

Não. O jogo original seguiu recebendo versões, e o gênero está mais vivo do que nunca. Se o que você procura é jogar hoje, sem instalar nada, o RetroFoot abre no navegador.

Qual a diferença entre o RetroFoot e o Brasfoot?

São propostas diferentes. O Brasfoot é forte em quantidade: muitas ligas jogáveis, temporadas novas todo ano e uma comunidade de patches que mantém os elencos em dia. O RetroFoot é forte em fricção zero e resenha: abre no navegador sem instalar, o save fica na nuvem, e o Modo Resenha põe até 10 treinadores na mesma liga, cada um no seu aparelho. Hoje o RetroFoot só tem o Brasil como país jogável — nesse ponto o Brasfoot entrega mais. O comparativo completo está em Elifoot vs Brasfoot.

O RetroFoot é pago?

Dá para jogar de graça: no Peladeiro, o plano grátis, você joga uma carreira no Modo Solo, com a 1ª temporada inteira — táticas, mercado, copas e finanças. Para continuar a carreira nas temporadas seguintes, ter carreiras ilimitadas e ter acesso exclusivo ao Modo Resenha quando lançarmos a versão Beta, existe o Pro: R$ 19,90 por mês (ou R$ 14,90 por mês no anual).

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